sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Vida Nova!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Não existe amor... o que pensamos ser amor são apenas provas de amor...
E quando não há mais prova de amor em uma relação... não há mais razão para caminharmos juntos...
Agora é só dar tempo ao tempo...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Doidas e Santas

Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos: ou viro doida ou viro santa". São versos de Adélia Prado, retirados do poema "A serenata".
Ele narra a inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo ou mais tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela indecisão - não sabe como receber um novo amor não dispondo mais de juventude. E encerra: "De que modo vou abrir a janela, se não doida ? Como a fecharei, se não for santa ?". Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz.
Como pode uma mulher buscar uma definição exata pra si mesma estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada, onde encontrou alegrias e desilusões, e tendo mais estrada pela frente ? Se ela tiver coragem para passar por mais alegrias e desilusões - e a gente sabe como as desilusões devastam -, terá que ser meio doida. Se preferir se abster de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção.
Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso?
Mas vamos lá. Pra começo de conversa, naõ acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim , e a minha mãe ??? Nem ela, caríssimos, nem ela.
Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações uqe desanimou.
Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.
Santa, mesmo, só Nossa Senhora, mas, cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (não se escandalize, não me mande emails, estou brin-can-do).
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo para o alto e embarcar em um navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar a loura e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor do que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desisitido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada ? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Mulheres Possíveis


Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, amiga, filha, irmã e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado duas vezes por semana, decido o cardápio das refeições, faço pilates três vezes por semana, telefono para minha mãe todas as noites (ou quase todas!), semanalmente tomo café (às vezes um bolo de nozes) com minhas amigas, mimo meu marido todas as noites, vou a igreja todos os domingos, faço (ainda que tímido) trabalho social para crianças carentes (sou feliz por isso!), pago minhas contas em dia, respondo a toneladas de e-mails, sonho em conhecer a neve (para fazer bonecos... rsrsrs), faço revisões no dentista, sigo rigorosamente meu tratamento ortomolecular, passo todos os cremes antes de dormir, nunca esqueço do protetor solar, caminho duas ou três vezes por semana com a minha amiga Susi (a caminhada serve para deixar o corpinho em forma e a língua tbém!), sou cozinheira aos domingos, cuido do meu jardim lindo, providencio os consertos domésticos, duas vezes por semana encontro uma a.m.i.ga. (estou tentando mudar para somente uma vez), ligo todos os dias (todos mesmo!!!) para a princesa Sophia, levo o carro para a oficina e finjo não perceber as risadas dos mecânicos qdo eu explico o problema, assisto futebol com meu marido (exceto qdo é o São Paulo que joga pq ele diz que dou azar...), pinto o meu cabelo todos os meses, faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros e surfo pela net.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois incluí na minha lista a Culpa Zero.
Quando nascí, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e me apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento eu seria modelo para os outros.
Meu pai e minha mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que eu não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Eu não sou Nossa Senhora (posso parecer mas não sou... rsrsrsrs).
Sou, humildemente, uma mulher. E, se eu não aprender a delegar, a priorizar e a me divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de roupas. Tempo para sumir dois dias com meu amor. Três dias. Cinco dias! (pescando?)
Tempo para uma massagem. Tempo para ver o seriado friends junto com o marido. Tempo para receber aquela amiga que é consultora de produtos de beleza (que vc compra mas nunca usa!). Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um vaso novo (pq sua empregada quebrou o antigo...). Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar (...). Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que posso ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque aprendí que nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada (sim!!!), a tão sonhada viagem pela Europa e o batom da M.A.C.(Dior tbém!).
Mas, se precisamos vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, precisamos rever nossos valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Oração das mulheres resolvidas!!!

Que o mar vire cerveja e os homens tira gosto, que a fonte nunca seque e que a nossa sogra nunca se chame Esperança, porque Esperança é a última que morre...
Que os nossos homens nunca morram viúvos, e que nosso filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençõe os homens bonitos e os feios se tiver tempo...
Deus... eu vos peço sabedoria para entender um homem, amor para perdoá-lo e paciência pelos seus atos, porque Deus... se eu pedir força, eu bato nele até matá-lo.
Um brinde... aos que temos, aos que tivemos e aos que teremos. Um brinde também aos namorados que nos conquistaram, aos trouxas que nos perderam e os sortudos que ainda vão nos conhecer!
Que sempre sobre, que nunca nos falte e que a gente dê conta de todos!
Amém.
P.S.: Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Jabor...

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada. "Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos.
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-lá, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele.
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém:
"Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!